sábado, 15 de junho de 2013

Iveco inaugura fábrica de veículos blindados

Linha de produção do blindado Guarani


A Iveco, braço da Fiat, inaugura hoje na cidade mineira de Sete Lagoas uma fábrica de veículos blindados. Localizada em uma área de 30 mil metros quadrados (18 mil metros quadrados de área construída), primeira do gênero instalada fora da Europa, já nasce com área destinada à expansão, para abrigar linhas de produção do blindado Guarani, encomendada pelo Exército em substituição ao Urutu, e outras famílias de equipamentos europeus que entraram no planejamento da montadora para produção local.

O presidente da Fiat industrial para a América Latina, Marco Mazzu, confirmou que além do Brasil, a Argentina, o Chile e a Colômbia oficializaram o interesse na importação do Blindado Guarani, com 7 metros de comprimento, capacidade de carga de 20,5 toneladas e seis rodas com tração para transporte de 11 passageiros. A fábrica mineira foi preparada para funcionar como uma plataforma de exportação da Iveco no subcontinente, fortalecendo a posição da empresa num mercado que fatura cerca de US$ 80 bilhões por ano no mundo, de acordo com estimativas dos fabricantes.

Blindado Guarani
"Estamos numa fase de manifestação de interesse e consequentemente de avaliação de produto. A princípio, olhamos para a América Latina pela proximidade", afirma Marco Mazzu. Para iniciar as exportações, a Iveco ainda depende da homologação do Blindado Guarani pelo Exército brasileiro, esperada para, no mais tardar, até o terceiro trimestre. Nas instalações de Sete Lagoas, que incorporaram ares das plantas italianas de Bolzano e Vittorio Veneto, onde foram treinados soldadores de elite contratados em Minas Gerais, os primeiros 12 Guaranis já foram entregues, como parte de um contrato de R$ 246 milhões para fornecimento de 86 blindados até meados do ano que vem.

A rigor, o contrato com o Exército permitiu que a Iveco se preparasse para transformar o Blindado Guarani na base de uma família de blindados médios de rodas. A unidade tem competência para produzir mais 10 versões, incluindo veículos de reconhecimento, socorro, postos de comando, comunicações, oficina e ambulância.

2 comentários:

  1. Até que enfim uma noticia boa para o nosso exercito tão desamparados pelo governo

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  2. Precisa mesmo ficar colocando nome indígena nos veículos? Nada contra mas podia ter um nome mais legal.

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