quarta-feira, 10 de julho de 2013

Força Sindical divulga Estados e categorias que farão greve geral

Força Sindical


A Força Sindical divulgou nesta segunda-feira uma agenda preliminar do Dia Nacional de Lutas com Greves e Manifestações, que ocorre na próxima quinta-feira. O ato da Força Sindical, juntamente com as demais centrais sindicais e movimento sociais, deverá acontecer em todos os Estados e em centenas de cidades do País. Categorias como metalúrgicos, químicos, construção civil, construção pesada, vestuário, transporte, alimentação irão cruzar os braços no dia 11.

Segundo a Força Sindical, as manifestações são para chamar a atenção da sociedade sobre a pauta trabalhista, que inclui o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho, reajuste para os aposentados, mudanças na equipe econômica e mais investimentos para a saúde e educação.

Em São Paulo, na avenida Paulista, haverá uma grande ato às 12h. Pela manhã, os trabalhadores irão fechar a Marginal Tietê, a avenida do Estado e as rodovias Anchieta, Castelo Branco, Raposo Tavares, Fernão Dias, Dutra e Mogi-Bertioga. No interior paulista, ocorrerão manifestações nas cidades de Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca, Santos, Guarulhos, Osasco, Sorocaba, Piracicaba, Lorena, Araçatuba, São José dos Campos, entre outras. Os portuários também irão cruzar os braços.

No Distrito Federal, haverá concentração na Catedral Metropolitana de Brasília. Os manifestantes devem seguir em passeata até o Congresso Nacional.

No Rio, a Força Sindical e mais seis centrais sindicais promovem uma manifestação conjunta no centro da capital, com concentração na Candelária, a partir das 15h. O protesto é pelo cumprimento da Pauta Trabalhista, criada na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) de 2010. Além do ato em defesa da pauta trabalhista, paralisações e manifestações estão sendo previstas em diversos pontos do Estado do Rio. Metroviários, bancários, estivadores, portuários, químicos, metalúrgicos e funcionários de laboratórios de análises clínicas já confirmaram paralisações para o dia 11. Os professores e profissionais da educação do Rio fazem assembleia dia 11 no Cine Odeon, no centro, às 10h, e participam, em seguida, do ato conjunto promovido pelas centrais sindicais. Também professores da rede municipal de São João de Meriti e Duque de Caxias cruzarão os braços.

Em Porto Alegre, quatro caminhadas vão sair de diferentes pontos da capital a partir das 8h: da avenida Farrapos (terminal Cairú), do terminal Princesa Isabel (avenida João Pessoa), da rodoviária e do viaduto Obirici. Entre as pautas dos trabalhadores estãp postos de saúde 24 horas, transporte de qualidade, segurança para as famílias, fim do fator previdenciário, 40 horas de trabalho sem redução de salários, 10% do PIB para a saúde, 10% do PIB para a educação, aprovação da PEC 300 e nova tabela de Imposto de Renda com isenção até R$ 6 mil. Os rodoviários de Porto Alegre e da região metropolitana também vão aderir à manifestação – os ônibus, portanto, não vão circular na quinta-feira.

Em Florianópolis, os trabalhadores farão uma passeata pelo centro da cidade. A concentração será às 13h na praça Tancredo Neves.

Na Bahia, haverá manifestação em Salvador e Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Ilhéus, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna. Na capital, os trabalhadores vão se concentrar no Campo Grande, às 11h, e irão caminhar até a praça Castro Alves.

Outras idades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Goiás, da Bahia, de Pernambuco, do Ceará, do Espírito Santo, do Amazonas e do Rio Grande do Norte também farão atos, assim como outros Estados.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, disse que a próxima quinta-feira também será de luta por mudanças na equipe econômica e contra a inflação. “Há um desconforto entre as famílias dos trabalhadores, que estão sentindo que a corrosão dos salários pela inflação ganha cada vez mais força. E, como sabemos, a inflação corrói o poder de compra e penaliza as pessoas de menor renda. É importante mostrar o descontentamento dos trabalhadores com a equivocada equipe econômica que está permitindo a volta da inflação”, disse o sindicalista. “Vamos também cobrar redução dos juros”, afirmou Paulinho da Força.

Categorias ligadas à Conlutas também farão greve geral


Segundo levantamento, ainda parcial, da CSP-Conlutas, diversas categorias de trabalhadores ligados à central sindical farão greve de 24 horas na quinta-feira. Entre eles, os servidores públicos federais, organizados no Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, que envolve a base de vários setores como Saúde, Educação, Previdência, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) – que já estão em greve nacional -, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marinha Mercante, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros órgãos federais.

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que representa 200 mil servidores federais em todo o País e cujas diversas representações estaduais são ligadas à CSP-Conlutas, deliberou greve geral em todas as universidades no dia 11. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) está orientando suas entidades a participarem da paralisação também.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) orientou a participação, com paralisações, a todas as suas representações nos Estados. Essas categorias nacionais já estão com atividades marcadas em quase todos os Estados.

A CSP-Conlutas também divulgou que está impulsionando a paralisação dos metroviários de São Paulo e dos metalúrgicos de São José dos Campos e região, que vão paralisar fábricas e, provavelmente, bloquear rodovias, se somando às atividades dos metalúrgicos de São Paulo e do ABC. Também estão em preparação para o dia 11 os metalúrgicos e trabalhadores da mineração de Minas Gerais. Os operários da construção civil e pesada estão aprovando paralisações em sete cidades do Pará – inclusive Altamira, cuja base é parte dos trabalhadores de Belo Monte, em Fortaleza (CE) e Suape (PE). Os petroleiros de Sergipe e Alagoas também vão realizar atividades e os petroleiros da Baixada Santista (SP) devem fazer greve. Os trabalhadores dos Correios de Pernambuco farão paralisação. Além desses, param suas atividades os trabalhadores em processamento de dados de Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). Participam ainda do dia 11 de julho, os comerciários do interior do Rio Grande do Sul e de Nova Iguaçu (RJ).

Segundo o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, realizar um forte protesto nacional, com greves e paralisações em todos os setores, será um primeiro passo importante para fortalecer a luta que até agora se expressava apenas nas de manifestações de rua. “São os trabalhadores organizados que agora entram na luta para cobrar do governo Dilma o atendimento das nossas reivindicações. Mas trata-se de um primeiro passo. A luta continuará, e mais forte ainda, depois do dia 11”, disse o dirigente.


Veja a lista divulgada pela Força Sindical das cidades que devem participar do dia de paralisações:


ESTADOCIDADES
AmazonasManaus
AlagoasMaceió
BahiaSalvador, Itabuna, Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna
CearáFortaleza
Distrito FederalBrasília
Espírito SantoVitória
GoiásCatalão e Anápolis
Mato GrossoCuiabá
Mato Grosso do SulCampo Grande
Minas GeraisBelo Horizonte e Ipatinga
ParáBelém
ParanáCuritiba
PernambucoRecife
Rio de JaneiroRio de Janeiro, Volta Redonda e Resende
Rio Grande do NorteNatal
Rio Grande do SulPorto Alegre e Região Metropolitana
Santa CatarinaFlorianópolis, Criciúma, Itajaí e Chapecó
São PauloSão Paulo, Osasco, Santo André, Guarulhos, São Caetano, Santos, Barretos, Marília, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca, Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Lorena, Araçatuba, entre outras.
SergipeAracaju

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País


Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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