quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Coronel José Luís Castro Menezes é o novo comandante da PM do RJ



O coronel José Luís Castro Menezes, do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), é o novo comandante-geral da Polícia Militar, segundo anúncio feito na tarde desta terça-feira (6) pela Secretaria de Segurança Pública. Ele substitui o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, exonerado na segunda (5), após um ano e 10 meses no cargo.

O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, e o novo comandantes concedem, desde as 17h30, entrevista coletiva no auditório da secretaria, na Central do Brasil.

José Luís Castro Menezes, graduado em História pela Universidade Gama Filho, tem 47 anos, entrou na PM em 1987 e é oficial desde 2003, quando concluiu o Curso Superior de Polícia. De acordo com o site da Assembleia Legislativa (Alerj), em 14 de dezembro de 2010 ele recebeu o título de Benemérito do Estado do Rio.

No fim dos anos 1990, foi comandante do Corpo de Alunos e representante da Secretaria de Segurança Pública no Conselho Estadual de Trânsito. Em 2004, foi subcomandante do Batalhão de Polícia de Transito. No ano seguinte, se tornou subcomandante do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá) e assumiu a chefia do Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro, onde ficou até 2007. Em 2008, foi comandante do 33º BPM (Angra dos Reis) e assumiu, em 2010, a Coordenadoria de Análise Criminal. Atualmente, estava no 1º CPA.

Outros três coronéis chegaram a ser cogitados para o cargo: Ricardo Pacheco, Jorge Freitas e Paulo Henrique de Morais.

Política mantida


O governador Sérgio Cabral, em nota, garantiu que a política de segurança do Rio de Janeiro vai ser mantida, apesar da substituição do comandante-geral da Polícia Militar.

"O secretário Beltrame, da Segurança, escolhe o comandante da PM, a ele hierarquicamente subordinado. O governador tem dito e repetido que delega o comando da Segurança ao secretário Beltrame. O governador deixa claro que a mudança de comando na PM em nada muda a política de pacificação", diz a nota.

"Quero agradecer toda a dedicação, lealdade e seriedade do coronel Costa Filho à causa pública e ao serviço da Segurança Pública em nosso estado. Costa Filho é um exemplo de oficial", disse Cabral em nota.

Durante o fim de semana, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, se disse muito insatisfeito com a medida tomada pelo coronel de anistiar cerca de 450 PMs por crimes administrativos.

Punições, que segundo o coronel, vale apenas para crimes leves, como faltas e atrasos e questões internas. Segundo o coronel, policiais punidos durante as manifestações não foram anistiados. Com a saída de Erir Ribeiro, a decisão sobre o decreto de anistia dos policiais caberá ao novo comandante.

O comentarista de segurança, Rodrigo Pimentel, disse que política de segurança do estado é um projeto do secretário Beltrame. Ele informou ainda que existe um planejamento para implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora na Maré, no Subúrbio do Rio para os próximos dias e que deve sofrer um pequeno atraso por causa da mudança no comando da PM.

“O novo comandante da PM é o executor dessa política. O que pode acontecer é um pequeno atraso da próxima UPP. Uma UPP exige muito planejamento muito acerto com a Polícia Federal, com a Marinha. Isso deve atrasar um pouco”, calcula Pimentel.

Ele disse que a exoneração não foi causada pela anistia, que é uma das atribuições do cargo de comandante-geral. Pimentel destacou que o coronel Erir, ao assumir o posto prometeu fazer uma faxina na PM e foi o oficial que mais afastou policiais por desvio de conduta, mais de 300 PMs.

“Essa punição era administrativa. Mas anistia do jeito que foi feita, chocou a sociedade, com pouca transparência no boletim reservado”, disse o especialista.

Segundo Pimentel, já existia uma mágoa do comandante-geral com o secretário de Segurança Pública e ele já despachava diretamente com o governador Sérgio Cabral. Uma afronta à hierarquia.

“Esse é o quinto comandante da PM na gestão do secretário Beltrame. A quinta tentativa do secretário em seis anos. Ele errou cinco vezes. Já existia um desgaste”, disse o especialista que acredita que o secretário buscará um novo comandante mais próximo a ele e engajado no processo de pacificação da cidade.

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