sábado, 10 de agosto de 2013

Pela primeira vez, helicóptero Blackhawk da Força Aérea Brasileira é pilotado somente por mulheres

Blackhawk


O Blackhawk é o maior e mais pesado helicóptero militar em operação no Brasil. São 19 metros de comprimento e até 9.185 kg sustentados por duas turbinas de 1.940 shp de potência. Como um verdadeiro "faz-tudo", a aeronave é presença constante em exercícios militares e missões reais, como busca e resgate, transporte de tropas e ajuda humanitária. No dia 1° de agosto, pela primeira vez, toda essa capacidade esteve nas mãos duas mulheres, as Tenentes Aviadoras Déborah Gonçalves e Caroline Pedretti, ambas do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), de Manaus (AM).

Blackhawk
"Pra gente é uma missão normal. Não interessa se é homem ou mulher, e sim se é capaz de cumprir o que está previsto", diz a Tenente Pedretti. Formada em 2010 pela Academia da Força Aérea, no ano seguinte ela tirou o primeiro lugar no curso de formação de pilotos de helicóptero e escolheu servir em Manaus com o único objetivo de voar o Blackhawk. "Ele consegue transportar muito peso. É incrível", conta. 

Com 1,63m de altura, ela garante que as mulheres são tão capazes quanto os homens de dominar essa máquina de guerra. "Nós treinamos com o módulo de assistência ao piloto desligado, o que aumenta o peso nos comandos. Mas a gente faz normalmente", explica. Outro desafio vencido pela Tenente Pedretti foi passar no Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (CABAS), exigido para os aviadores que voam na região amazônica. "Apredemos bastante coisa sobre a selva. Se a gente precisar pernoitar em alguma localidade remota, por exemplo, vai ser muito útil".

Já para para a Tenente Déborah, comandante da missão, fazer parte do Esquadrão Harpia também é uma experiência relevante por conta das missões da Força Aérea Brasileira na região amazônica. “É uma região muito carente, onde as pessoas precisam muito de ajuda", afirma.

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