quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Protesto contra Geraldo Alckmin tem conflito entre PM e manifestantes



Um protesto contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), no fim da tarde desta terça-feira, terminou em tumulto e conflito entre policiais e manifestantes na capital paulista.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas participam do ato, que começou no Largo do Batata, na zona oeste da capital paulista.

Parte dos manifestantes lembrava as denúncias de corrupção envolvendo as obras do Metrô de São Paulo que vem sendo veiculadas pela revista IstoÉ. “Estou aqui contra o governo do PSDB e a corrupção que ele representa em relação a uma das prioridades da população, que é o transporte público”, disse o professor do ensino fundamental Cícero Barbosa. Ele reclamou ainda dos baixos investimentos estaduais em saúde e educação.

A estudante de comércio exterior Fernanda Avelino disse que participava do ato para protestar contra a desigualdade social. “É muita desigualdade para o tamanho da arrecadação (de tributos pelo governo)”, disse ao reclamar da má distribuição de renda e da falta de infraestrutura. Para ela, os avanços indicados pelo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado ontem, não refletem a realidade do País. “Isso prova que as estatísticas não são nada ou é preciso algo muito além disso”.

Além de pedirem a saída de Alckmin, os manifestantes gritavam pedindo o fim da Polícia Militar e respostas para o caso do pedreiro Amarildo de Souza, que desapareceu após ser levado para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde vivia.

Em passeata, o grupo se dirigiu para a avenida Rebouças. No local, parte dos manifestantes quebraram vidraças de agências bancárias e outros estabelecimentos comerciais.

Um alambrado de um ponto de ônibus também foi destruído. Foram usadas marretas e pedras nos ataques. Muros e prédios foram pichados por alguns manifestantes.Carros que estavam na rua também foram alvo de atos de vandalismo.

Durante o protesto, policiais detiveram manifestantes. Várias pessoas foram revistadas e tiveram os objetos avaliados pelos policiais. Ao longo da manifestação, ônibus chegaram a ser pichados. Em conflito com policiais militares, parte dos participantes do ato jogaram pedras contra a PM.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral. Após a ação da PM, a manifestação se dispersou.

Em nota divulgada nesta terça-feira, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que a PM iria acompanhar o protesto, e citou que a manifestação “está sendo feita pelo mesmo grupo que promoveu atos de vandalismo na última sexta-feira (26) na avenida Paulista”.

De acordo com a nota, a presença da PM no protesto serve para “dar segurança aos cidadãos pacíficos”. Ainda no comunicado, a polícia afirmou que agiria “com a energia necessária para evitar atos criminosos”.

Por conta do protesto, a avenida Rebouças ficou totalmente interditada, nos dois sentidos, a partir da rua Pedroso de Morais. Sacos de lixo foram lançados na via, para obstruir o tráfego. Às 19h20, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendou que os motoristas evitassem a região.

Prisões


De acordo com a Polícia Militar, 20 pessoas foram presas na manifestação. Segundo aAgência Brasil, cinco dos detidos foram apreendidos por homens da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), e permaneciam nessa situação ao longo da madrugada.

Um homem, que disse ser jornalista, foi detido pela Rota quando estava intoxicado pelo gás lacrimogêneo e não conseguia se levantar. Todos os detidos foram encaminhados para o 14º Distrito Policial (Pinheiros). As causas das prisões não foram informadas pela PM.

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