quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vant Acauã desenvolvido pela FAB faz primeira decolagem automática

vant Acauã


O protótipo do vant Acauã, que faz parte do projeto de desenvolvimento de tecnologias nacionais para veículos aéreos não-tripulados, fez a primeira decolagem automática. Os ensaios em voo foram executados durante a Operação DPA 6, realizada na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, no interior de São Paulo entre os dias 14 a 20 de agosto. A etapa faz parte do projeto que tem o objetivo de desenvolver um demonstrador de tecnologia de um Sistema de Decolagem e Pouso Automáticos (DPA) para Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT).

Nos seis voos de ensaio do protótipo de número três do Vant Acauã foram verificadas a nova configuração dos equipamentos e novas funcionalidades do software embarcado e execução dos ensaios iniciais de decolagem automática. Além disso, foram realizadas corridas no solo para comprovação do controle direcional no solo.

vant Acauã
De acordo com o coordenador do projeto, Flavio Araripe d’Oliveira, finalizar esta etapa do projeto com sucesso significa vencer mais um desafio tecnológico. “Estamos desenvolvendo tecnologias nacionais que poderão ser empregadas no primeiro vant de maior porte desenvolvido no Brasil para emprego operacional”, explica o engenheiro aeronáutico. A automatização do pouso e decolagem de um veículo aéreo não tripulado reduz os riscos de acidentes nestas fases, que são as mais críticas do voo. Além disso, permite operar com condições climáticas adversas, como nevoeiros, e em operações noturnas. A próxima fase do projeto é conseguir o pouso automático.

A campanha de ensaio envolveu 45 profissionais integrantes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e das empresas Bossan Computação Científica (BCC) e Flight Technologies, responsáveis pelos software embarcado e piloto automático, respectivamente.

Saiba mais - O projeto iniciado em 2010 é coordenado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e conta com a participação do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM). É apoiado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo recursos financeiros disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...