sábado, 14 de setembro de 2013

Dilma vai reclamar de espionagem na abertura da Assembleia Geral da ONU

Assembleia Geral da ONU


Depois de tomar café da manhã no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, o governador da Bahia, Jaques Wagner, disse que, no discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidos, a presidente Dilma Rousseff vai reclamar da ação da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), que espionou as comunicações de brasileiros, do governo e da Petrobras. A resposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que é esperada para esta quarta-feira, vai dar o tom do discurso de Dilma, no próximo dia 24 de setembro, em Nova York. Também vai depender dessa resposta a confirmação da visita da presidente a Washington, prevista para 23 de outubro, a convite de Obama.

— Ela vai se manifestar na ONU, vai registrar sua reclamação. Está esperando a resposta de Washington, mas seu discurso só pode ser de reclamação. Sua fala será emblemática. A resposta do Obama vai modular o tom do discurso dela. Se até lá não chegar nada, a presidente vai falar que nós aqui não abrigamos terroristas, não professamos o terrorismo e deixar claro que o que eles estão fazendo é espionagem industrial, que ultrapassa o razoável, que é inadmissível — afirmou o governador, acrescentando que a expectativa do Palácio do Planalto é de uma "resposta satisfatória".

Além de tomar café da manhã com a presidente, Jaques Wagner participou da cerimônia, no Palácio do Planalto, de assinatura de convênios do programa Água para Todos. O governador admitiu que Obama até poderia não saber de detalhes da espionagem, mas considera emblemático o vazamento de informações sobre o Brasil, um dos principais parceiros dos Estados Unidos. Segundo ele, a indústria de segurança dos Estados Unidos tem uma lógica própria, vive de se retroalimentar e ocupa lugar de destaque na economia norte-americana. O governador espera que a resposta do governo americano e o discurso de Dilma sirvam para reforçar as relações entre Brasil e Estados Unidos, respeitando a autonomia dos dois países

— Nós já sofremos com os governos militares, que tinham uma influência muito direta dos Estados Unidos no país. Mas, agora, monitorar comercialmente é um negócio inadmissível. Não tem nada a ver com ideológico, com antiamericanismo. É como se a gente estivesse monitorando um país menor. Acho que ninguém está querendo fazer bravata ou falando em rompimento. É que a comunidade internacional tem de saber como se monitora para não ficar sendo monitorada sem saber — argumentou o governador.

Para Jaques Wagner, a postura da presidente é a mesma do povo brasileiro e será manifestada na assembleia da ONU. Os documentos revelando o esquema de espionagem mostram que a agência de segurança monitorou comunicações telefônica e de dados de cidadãos e empresas brasileiros, da presidente e da Petrobras.

— Acho que essa não é uma posição só de governo, é uma posição de qualquer cidadão brasileiro, seguramente uma posição dos que defendem a liberdade individual e de imprensa. Não podemos concordar e não nos indignar com o fato de um país invadir a soberania de outro país e entrar em áreas nitidamente comerciais. Portanto, o sentimento é de indignação e protesto contra uma postura que não se pode admitir numa comunidade de nações livres e democráticas — afirmou.

Um comentário:

  1. se ela vai reclamar dos USA eu tb quero ir lá reclamar dela e dos políticos do Brasilllllll

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