segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Guerreiros de Quatro Patas: Não pergunte se são capazes, apenas dê a missão!

Cães da Base Aérea de Boa Vista – RR



O cão é o melhor amigo do homem há cerca de 32 mil anos. Amigo fiel, ele é companhia para todas as horas, faz a segurança da família que o adota e ainda é personagem de muitas histórias. Hoje, a estrela do nosso Blog são os “Cães de Guerra” da FAB! Você sabia que eles podem salvar vidas?

Cadela Ciara, do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte – MG

Eles são fofinhos, não são??? Mas não se engane! Capazes de superar muitos desafios, nossos cães são peças importantíssimas em uma situação de busca e salvamento, por exemplo. Imagine uma equipe de militares em uma mata densa, fazendo a busca por desaparecidos de um acidente aéreo. Há locais em que só um cão é capaz de chegar. E o faro então? Neste quesito os cães superam muito qualquer ser humano. O faro apurado dos cães pode ajudar a localizar pessoas, identificar drogas e explosivos. Eles também podem ser treinados para o ataque, que nunca deve ser letal. Os cães são adestrados apenas para imobilizar os suspeitos até que a equipe de segurança chegue. Nossos amigos caninos participam também de outras atividades, como guarda de instalações, segurança de autoridades, patrulha no interior das organizações militares, controle de distúrbios civis, desfiles militares e apresentações nos eventos em que haja participação da FAB. É claro que existem raças adequadas para cada tipo de atividade.


Rotina intensa!


Cães do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Belém (BINFAE-BE) durante prática de natação. O adestrador está sempre ao seu lado, para ajudar e orientar.
A rotina dos bichos começa com uma alimentação balanceada, desenvolvida para suprir todas as suas necessidades. Depois, vão para a educação física. Sim, eles praticam corrida e natação! O militar deve manter a higidez física (bom condicionamento físico), compatível com suas atividades. Eles são militares e devem estar prontos para o combate! Além disso, realizam treinos em sua área de atuação, para melhorar a performance. Dependendo da atividade, os treinos acontecem até cinco vezes na semana!

Seleção e treinamento


O treinamento dos cachorros começa quando eles ainda são bem pequeninos, com seis meses de idade. A triagem é feita logo após o desmame, quando são observados por adestradores e veterinários, que identificam seus perfis e potencialidades. Depois dessa etapa, passam pelo treinamento inicial, que é a obediência básica. Eles ficam prontos para o serviço com um até dois anos, dependendo da atividade que for desempenhar. O aperfeiçoamento é constante…


A chegada de novos cães


Os novos cães são recebidos nos canis de três formas diferentes: doação, procriação e aquisição. A doaçãocostuma acontecer entre as nossas Organizações Militares, um canil repassa os animais para uma outra unidade que esteja precisando. A procriação nos canis facilita a aquisição de novos animais, pois é comum a existência de machos e fêmeas da mesma raça. A aquisição propriamente dita ocorre por meio de processo licitatório, quando são comprados os animais que ofereçam a melhor relação custo x benefício para a FAB.

Os profissionais


O profissional responsável pelo treinamento e pelos cuidados com os cães chama-se CINÓFILO. Na verdade, é escolhido um militar que ame os animais e tenha aptidão para trabalhar com eles. O CINOTÉCNICO, como também é conhecido o cinófilo, deve possuir características como paciência, perseverança, iniciativa, dedicação, autoconfiança, disciplina, equilíbrio emocional, bom condicionamento físico e muita responsabilidade. Identificado esse perfil, ele recebe um treinamento específico, momento em que aprende técnicas de adestramento e cuidados específicos dos cães. Não podemos nos esquecer do veterinário, que é o responsável pela saúde dos bichos.

A ida para a reserva


Depois de alguns anos de serviços prestados (8 em média), os cães vão para a reserva. Eles deixam o canil e se despedem do seviço ativo (como costumamos dizer na caserna). Normalmente, o adestrador adota o guerreiro aposentado. São muitos anos de amizade e companheirismo, não dá pra separar assim, não é mesmo? Caso o adestrador não possa recebê-lo, será doado para algum outro militar que tenha convivência com o animal e que goste de bichos. Apesar de a prioridade para a doação ser daqueles militares que trabalham com os cães, algumas vezes isso não é possível e, nesses casos, eles são enviados para ONGs que os encaminham para adoção.

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