quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Assinado contrato do Satélite Geoestacionário Brasileiro



A Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial - joint-venture da Embraer e a Telebras - assinaram nesta quinta-feira (28) contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O projeto envolve os Ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O SGDC será de propriedade do governo federal e operado pela Telebras, com bandas Ka (civil), e pelo MD, com a banda militar X.

De acordo com o subchefe de Comando e Controle do MD, brigadeiro Ricardo Pucci Magalhães, a banda X vai ampliar a capacidade das comunicações militares. “A banda X dará apoio às operações e exercícios militares, como a Ágata”, frisou. Ainda segundo o brigadeiro Magalhães, a parte militar do SGDC ajudará em catástrofes naturais e nos grandes eventos.

A banda X é composta por cinco transponders, suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da “Star One”, atualmente alugado pelo MD. O SGDC ainda possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente, o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto satelital prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos. O brigadeiro salienta que os terminais satelitais distribuídos pelo território nacional estarão sob a guarda de organizações militares.

O contrato, no valor de R$ 1,3 bilhão, assinado hoje pelo secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações e presidente do Conselho de Administração da Telebras, Maximiliano Martinhão; o presidente da Telebras, Caio Bonilha; e o presidente da Visiona, Nelson Salgado; e demais integrantes do Comitê Diretor do SGDC, prevê a entrega do satélite no final de 2016.

A empresa Visiona será responsável pela integração do sistema SGDC, que ampliará o acesso à banda larga nas regiões mais remotas do país, por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas.

A construção do satélite brasileiro é estratégica para garantir a soberania das comunicações do governo brasileiro e também para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, onde não chega a rede terrestre de fibra óptica. Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre.

A partir da formalização deste contrato, a Visiona fará a contratação dos fornecedores e dará início às atividades do desenvolvimento e integração do sistema.

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