sábado, 25 de janeiro de 2014

Marinha do Brasil e Omnisys concluem desenvolvimento do radar autodiretor do primeiro míssil antinavio Brasileiro



Uma tecnologia inédita no País e um passo importante para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional foi apresentada ontem pela empresa Omnisys, com sede em São Bernardo, à Marinha do Brasil.


A companhia demonstrou, ontem pela manhã, a grupo de almirantes, o funcionamento de radar que projetou, por meio de contrato com a Força Armada, e que vai dentro de um míssil antinavio para guiá-lo de forma precisa para atingir o alvo. Embora seja apenas parte do projeto do míssil, é um dos mais complexos sistemas que a arma vai conter, do ponto de vista de segurança da informação, assinalam representantes da indústria de defesa.

As expectativas da companhia do Grande ABC são promissoras com o sistema desenvolvido. Após contrato firmado em 2010 com a Marinha para o desenvolvimento de três protótipos do radar, chamado de Seeker – que devem ser concluídos em 2016 –, a fabricante espera que isso renda mais frutos. “É parte de algo maior, depois haverá fase de qualificação para fazermos a produção em série”, disse o presidente da Omnisys, Edgard Menezes.

Dessa forma, nos próximos anos, o executivo prevê que será necessário ampliar de forma significativa o número de funcionários (embora afirme que não é possível estimar em quanto) e investir para a adequação da fábrica. Atualmente, a Omnisys conta com quadro de 250 empregados.

Há ainda outras oportunidades a serem exploradas. Isso porque o míssil, que é desenvolvido por quatro empresas (além da Omnisys, Avibras, Mectron e Fundação Atech são responsáveis por outras partes do artefato), poderá ser vendido para outros países. “Desde que sejam governos que tenham boas relações com o Brasil”, destaca o almirante Alípio Jorge. Para o Prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, isso mostra o potencial da indústria de defesa da região.

O valor do contrato para o Seeker não foi revelado, mas durante a fase de desenvolvimento, a empresa da região obteve R$ 6 milhões da Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas), que exigiu da companhia contrapartida no valor de R$ 10 milhões, para parte do projeto. A Omnisys deve crescer, neste ano, com a ajuda desse sistema e também de contratos para fornecimento de radares de controle aéreo. Menezes projeta expansão de 20% no faturamento em 2014. Em 2013, fechou com R$ 80 milhões em vendas.

3 comentários:

  1. Que impressionante pelo andar da carruagem logo, logo estaremos vendendo mísseis para Cuba, Kóreia do Norte, Venezuela, Angola , Zimbábue, Beirute , só países com líderes eleitos na base da democracia da AK-47 e muitos e muitos mortos e todos excelentes amigos de nosso querido camarada Lula pois nosso ex presidente tem fotos atuais abraçados a todos os líderes desses países .Bom mas pelo que parece ele agora é segundo homem em comando em Cuba ( o que um porto bilionário não faz certo ) então se esse comércio acontecer eu juro que não me espantarei ...

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  2. Temos como fazer o que quisermos extremamente nacional, mas preferem se vender a empresas multinacionais, nossas forças armadas são mau administradas, corruptas, nós vende ao mundo, investimos bilhões e bilhões nas nossas forças armadas, mas não trabalham, não desenvolvem nada e uma vergonha, nossa forças armadas e dominadas por outras nações.
    sinceramente e vergonhoso ver uma empresa Europeia desenvolvendo algo bancado por nós quando isso deveria ser bancado por nós mas uma empresa extremamente nacional ou nossas forças armadas desenvolvendo isso.
    Vergonhoso

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  3. Este míssil não será produzido sem que europeus nós forneça componente, cade que e nacional, nunca será totalmente nacional os europeus jamais deixaram.
    E vergonhoso imensos gastos e continuamos a ser dominado

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